Blogue criado no âmbito da disciplina MEMÓRIAS E PATRIMÓNIOS, na Associação para a Universidade da Terceira Idade de Torres Vedras, ano lectivo 2017 / 2018.
domingo, 4 de março de 2018
14ª SESSÃO - 7 FEVEREIRO 2018
1 - Teixeira de Pascoaes (1877-1952) - vida e obra
2 - Leitura comentada de alguns poemas deste autor:
"A minha aldeia" e "As cousas", do livro Sempre.
3 - Visionamento de parte do vídeo com entrevista à irmã do autor, D. Maria da Glória Vasconcelos, autora do livro Olhando para trás vejo Pascoaes. Leitura de excertos deste livro.
Vídeo nos Arquivos da RTP:
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/teixeira-de-pascoaes-2/#sthash.fCtGNKMC.dpbs
4 - Visionamento de parte do vídeo sobre a casa de Pascoaes, em Gatão:
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/casa-museu-teixeira-de-pascoaes/#sthash.ChiGxsnT.dpbs
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
13ª SESSÃO 31JANEIRO 2018
SUMÁRIO:
1 - Visita de estudo a Amarante
2 - Incentivo à escrita de memórias pessoais
3 - Recordar o livro de Michel Lacroix
4 - Um monumento nacional de Torres Vedras: "Trechos românicos de Santa Maria do Castelo"
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1 -
1 - Visita de estudo a Amarante
2 - Incentivo à escrita de memórias pessoais
3 - Recordar o livro de Michel Lacroix
4 - Um monumento nacional de Torres Vedras: "Trechos românicos de Santa Maria do Castelo"
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1 -
2 - Os participantes são convidados a escreverem memórias pessoais
3 - A partir do livro de Michel Lacroix, referências ao processo de inventariação e classificação de património em Portugal. A partir daí, abordamos um dos monumentos nacionais torrienses menos conhecido, os "Trechos românicos de Santa Maria do Castelo".
4 - Visionamos imagens, em articulação com três textos sobre o tema:
A
colina que domina o centro histórico torriense terá sido habitada desde os
tempos pré-históricos. Romanos, primeiro, e muçulmanos, muito mais tarde,
ocuparam-na e fortificaram-na. Elevação dominante, com excelente localização –
um rio a norte e oeste, uma fértil várzea a sul e poente – firmou-se como ponto
de referência em volta do qual se espraiou a povoação primitiva, em interacção
constante com o termo adjacente.
A construção de uma
igreja românica no morro do castelo, logo após a ocupação cristã no reinado de
Afonso Henriques, correspondeu à vontade de impor a nova religião em terra islamizada.
Lá no alto, distinguindo-se dos pobres casaréus populares, Santa Maria do
Castelo atraía os olhares e exercia uma forte autoridade religiosa, aliada dos
terratenentes. Contemporânea de outras que foram construídas em Portugal no
mesmo ciclo histórico, no início do séc. XIII, Santa Maria do Castelo foi
sempre, e ainda é, o lugar para onde convergem os olhares dos viajantes e
moradores. Por isso terá sido a primeira matriz de Torres Vedras. Com tantos
séculos de existência, marcados por intempéries e catástrofes – como os
terramotos de 1531 e 1755 – a primitiva construção sofreu abalos, derrubes e
reconstruções. O que restou dos danos do tempo reveste-se de enorme importância
pela analogia com vestígios da mesma época na Sé de Lisboa e pela data de 1208
na lápide funerária relativa ao possível arquitecto da igreja, Mestre Mendo,
inscrita no portal lateral, no lado sul. Assim nos elucida a ficha
caracterizadora deste monumento no site
da Direcção Geral do Património Cultural: “O conteúdo deste letreiro é
fundamental para datar a obra românica da igreja, mas também para caracterizar
a da Sé Catedral de Lisboa quer as de S. Pedro de Sintra e de Leiria, servindo
a de Torres Vedras como director cronológico fundamental”.
Inscrições
SALVAGUARDA
DO NOSSO PATRIMÓNIO
Ao
longo do séc. XIX, o património português edificado foi alvo de inumeráveis
actos de vandalismo decorrentes das invasões francesas (1807-1811), da guerra
civil (1828-34) e da extinção das ordens religiosas (1834). O surto
construtivista que caracterizou o chamado “fontismo” (1878-1887) recorreu
muitas vezes às ruínas desse património para recuperar materiais de construção
– pedra aparelhada, cantarias, etc. – necessários às novas edificações e nisso
não foi diferente do que em épocas anteriores frequentemente se fez.
Perante
a hecatombe, elevaram-se vozes autorizadas que a denunciaram com vigor: Almeida
Garrett, Alexandre Herculano, Ramalho Ortigão e muitos outros. Destes,
destacou-se o arquitecto e arqueólogo Joaquim Possidónio da Silva, cujo labor
está na base de numerosas iniciativas de salvaguarda do património nacional.
Caso do inventário de bens e monumentos, primeiro e utilíssimo passo para a sua
classificação em registo nacional. Na sequência deste e de outros contributos,
em 23 de Junho de 1910 foi publicado, no Diário
do Governo, um decreto que classificou como monumentos nacionais uma lista
apreciável de exemplares do património edificado português. Nesta lista
encontramos os “trechos românicos de Santa Maria do Castelo, de Torres Vedras.”
Portal axial
Capitéis
Portal lateral
TRECHOS ROMÂNICOS DE
SANTA MARIA DO CASTELO
Gabriel
Pereira (1847-1911) – investigador eborense que foi também director da
Biblioteca Nacional – no seu livro Pelos
subúrbios e vizinhanças de Lisboa, publicado em 1910, descreve o que viu
num passeio a Torres Vedras. Chegado ao recinto do castelo, mostra-nos o que
são esses “trechos românicos”, classificados como monumento nacional: «Na
igreja de Santa Maria do Castelo, vi dois capitéis românicos na porta principal
que olha para o poente. (…) Os portais, de volta redonda, estão nos seus
lugares de origem. Aquela silva que orna a parte superior dos capitéis,
formando um friso, repete-se aos lados da porta que diz para o sul. Os capitéis
são de calcário muito rijo, trabalho ingénuo, relevo fundo; pouco têm sofrido
do tempo. São decorativos e simbólicos; o escultor quis representar motivos do
Cântico dos Cânticos; é o lírio dos vales, a pomba do rochedo, a maçã entre a
folhagem agreste; as comparações amáveis feitas à Sulamite, que a igreja cristã
adoptou. Obra d’arte, da alta idade média, é isto o que resta n’esse templo,
alvejante entre oliveiras, aninhado entre as muralhas vetustas, cubelos e
quadrelas negras do castelo.»
[ Textos de Joaquim Moedas Duarte, a publicar no próximo Boletim de Freguesia da União das freguesias de Santa Maria, S. Pedro e Matacães ]
12ª SESSÃO - 24 JANEIRO 2018
SUMÁRIO
1 - Restauro da capela da Zibreira
2 - Conceito a abordar: "salvaguarda"
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1 - Restauro da capela da Zibreira
2 - Conceito a abordar: "salvaguarda"
.......................................................................
1 -
O produto da venda de bilhetes para este espectáculo reverterá para as obras da capela da Zibreira.
2 - Salvaguarda:
Este livro é um pequeno repositório de ideias e referências sobre as questões do Património.
Sobre o conceito em estudo, escreve J. M. Noras:
«Quanto ao conceito de salvaguarda do património, seguiu-se uma orientação elaborada a partir das lições extraídas da Carta Internacional sobre a Salvaguarda das Cidades Históricas, aprovada pelo ICOMOS em 1987.
Nestas circunstâncias, entende-se por salvaguarda o conjunto de medidas necessárias para a identificação, protecção, conservação e restauro do património, assegurando a sua revitalização, a sua ligação harmoniosa à vida contemporânea e o desenvolvimento equilibrado da respectiva envolvência de modo a que o seu enquadramento surja como factor de valorização de cada bem em causa e do conjunto em que se insere.»
O conceito foi amplamente tratado, em termos filosóficos, pelo livro de Michel Lacroix:
Sobre o livro:
O PRINCÍPIO DE NOÉ OU A ÉTICA DA
SALVAGUARDA
Michel Lacroix
SINOPSE
Como Prometeu, o homem procurou tornar-se o dono do mundo.
Mas, hoje, este mito não consegue corresponder mais às aspirações do homem
contemporâneo e, por outro lado, é o mito de Noé que tende a tomar o seu lugar.
Face aos excessos da modernização, não se trata mais de
«mudar o mundo» mas – à imagem de Noé – de o «salvar», salvando os «utensílios
da civilização». Ter em conta a fragilidade do mundo para o proteger,
corrigi-lo, consolidá-lo é colocar em segurança o que a civilização tem de mais
rico e belo.
Neste original ensaio o autor alia o debate da sociedade e a
reflexão filosófica num estilo vivo e acessível a todo o público.
Michel Lacroix é professor de Filosofia, mestre de conferências na
Universidade de Évry e no IUFM de Versalhes e investigador no Centre
Pierre Naville.
MA PHILOSOPHIE DE L’HOMME
Michel LACROIX
La profession de foi du
philosophe Michel Lacroix : une ode à la raison et à la liberté pour nous aider
à traverser le XXIe siècle.
Ce livre est une profession de
foi philosophique. Michel Lacroix nous fait partager les valeurs auxquelles il
croit et qui ont orienté sa vie : la confiance dans la raison, l'exigence de
liberté, la passion de l'éducation, le souci de l'esprit. Loin de dénigrer
notre héritage occidental, comme on le fait si souvent, il proclame son
attachement à la civilisation qui a forgé l'idéal, universellement valable, de
la personne éclairée et autonome, c'est-à-dire libre de ses jugements et de ses
actes.
Mais aujourd'hui, cet idéal
d'émancipation est menacé par des obscurantismes, des aliénations, des
fanatismes nouveaux. La notion même d'universalisme est remise en question.
En nous exposant sa philosophie de l'homme,
Michel Lacroix ne nous livre pas seulement un témoignage sur ses convictions
personnelles, il nous donne aussi des repères pour affronter le périlleux XXIe
siècle.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
11ª SESSÃO - 17 Janeiro 2018
SUMÁRIO:
> Contributos dos participantes:
> Projecto de viagem a Amarante ( 9 / 10 Março)
- Memórias de Teixeira de Pascoaes e Amadeo de Souza Cardoso: Casa de Gatão e Museu
Municipal Amadeo de S-Cardoso em Amarante;
- Património: Igreja de Gatão (Rota do Românico), Igreja de S. Gonçalo de Amarante, Ponte de
Amarante (Memória da 2ª invasão napoleónica).
> Um museu insólito...Ver AQUI
10ª SESSÃO -
SUMÁRIO
> 2018, Ano Europeu do Património Cultural:
Programa de actividades da Associação do Património de T. Vedras, acessível AQUI.
> Quinta velha do Hespanhol classificada como Monumento de Interesse Público. Ver AQUI
Imagens da Quinta, ver AQUI
> Novidades do nosso Património Nacional: descobertos frescos na capela de Stº Cristo em Picote (Miranda do Douro). Ver AQUI
QUINTA VELHA DO HESPANHOL(Carreiras, U. Freg. Runa e Dois Portos - Torres Vedras)
FRESCOS NA CAPELA DO STº CRISTO, PICOTE
> 2018, Ano Europeu do Património Cultural:
Programa de actividades da Associação do Património de T. Vedras, acessível AQUI.
> Quinta velha do Hespanhol classificada como Monumento de Interesse Público. Ver AQUI
Imagens da Quinta, ver AQUI
> Novidades do nosso Património Nacional: descobertos frescos na capela de Stº Cristo em Picote (Miranda do Douro). Ver AQUI
QUINTA VELHA DO HESPANHOL(Carreiras, U. Freg. Runa e Dois Portos - Torres Vedras)
FRESCOS NA CAPELA DO STº CRISTO, PICOTE
sábado, 13 de janeiro de 2018
9ª SESSÃO - 13 DEZEMBRO 2017
Última sessão antes do Natal. Lemos páginas de Vitorino Nemésio, Leonor Xavier e Raul Brandão. Terminámos com um soneto de Afonso Moura Guedes.
8ª SESSÃO - 6 DEZEMBRO 2017
Ponto de partida: requalificação da Igreja e Convento da Graça, em T. Vedras, com limpeza e pintura das paredes exteriores. Impõem-se uma reflexão sobre o espaço fronteiro àquele que é o mais monumental edifício histórico da cidade.
Projecção de imagens daquele espaço:
A cerca do Convento (Finais do séc. XIX)
O papel de D. Diogo de Nápoles na transformação da antiga cerca conventual em jardim público, a partir de um artigo do jornal A SEMANA.
Artigo de Victor Cesário da Fonseca sobre o jardim que não se fez...
Antiga ermida de Sant'Ana (demolida nos anos 30; séc. XX)
Anos 20, séc. XX
Para conhecer melhor a história do Jardim da Graça, ver AQUI.http://vedrografias2.blogspot.pt/search?q=jardim+da+Gra%C3%A7a
Algumas verificações polémicas:
As árvores deste jardim, que ganharam grande porte, não são ajustadas ao local: tapam a fachada da Igreja e do Convento;
O Jardim da Graça não é melhor local para um obelisco - que, por natureza, é um monumento destinado a ser visto de perto e de longe.
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